Mãe em tempo integral

Eu sempre gostei de escrever prá organizar meus pensamentos e sentimentos. Desde muito menina tive meus diários, alguns guardo até hoje. Talvez por isso tenha me identificado com o trabalho de comunicação (que daqui a 15 dias volta a concorrer com o trabalho de mãe).

Foi por isso que criei este blog, e ao invés de “pensar escrevendo” apenas num diário, a diferença é que aqui as outras mães podem entrar e trocarmos idéias e experiências sobre o momento que estamos vivendo com nossos filhos, momentos esses às vezes repletos de muitas dúvidas. Assim tem sido também com o blog da Elisa, e aproveito para agradecer a TODOS que nos visitam aqui e lá, e registram seus comentários que eu TANTO adoro ler. Agora preciso dar um jeito de conseguir umas visitas de mães de filhos com Síndrome de Down, mas acho que elas estão ocupadas demais com eles…. rsss…. Não é que eles dão MAIS trabalho, é que qualquer bebê dá MUITO trabalho, e no caso desses “especiais”, a gente (mãe) é que se ocupa mais porque vive tudo mais intensamente.

Eu ando refletindo muito sobre isso… O Bruno freqüenta duas terapeutas (fisio e fono) e semana que vem vai começar uma terceira (Terapia Ocupacional), e todas elas querem me dar “tarefas de casa”. Imaginem vcs que a criatura tem apenas 7 meses (vai completar amanhã), agora começou a comer papinha e frutas, adora dormir, e tem os horários fixos das terapias. Acham que sobra tempo para ALGUMA coisa? E eu tenho um defeito, sempre tive: quero fazer TUDO o que precisa, e sempre da MELHOR forma possível. Às vezes não dá, a gente precisa levar meio que no bom senso, dosar muito com nosso “feelling” de mãe, porque senão o bebê vira um “ratinho de laboratório” (como diz minha querida amiga Bia, que tem o Guilherme com 2 meses a mais que o Bruno e também com Down) e a gente passa o dia inteiro só cumprindo obrigações com o pequeno, e não tem aquele valioso momento da CURTIÇÃO, que em breve passa, já que eles não serão bebês para sempre.

Assim, tem que haver um jeito de conter a ansiedade…

Agora mesmo o Bruno está dormindo um sono delicioso, e se ele não o faz, fica irritado, comendo as mãos, sem posição prá ficar, não topa nenhuma brincadeira sentado sem encosto (que é a posição orientada pela fisio), e quanto mais cansado está, sinto que a atividade não está sendo benéfica, e sim prejudicial, pois está deixando um bebê novinho muito cansado. Por outro lado, fico me cobrando porque ele tem que ser estimulado em todos os momentos em que for possível.

Quem não tem filho com Down deve estar se perguntando: mas que estimulação é essa? Como assim? O que você faz com ele? Calma, gente, não é NADA além do que pode ser feito com QUALQUER criança. Só que geralmente a gente não se preocupa com isso porque mais dias, menos dias, elas vão aprender mesmo o que está previsto em cada fase. Com o Bruno e com as crianças que têm Down a gente quer GARANTIR que eles aprendam, e por isso a gente estimula. Então por exemplo, para aprender a engatinhar, a gente brinca com ele de bruços para que tente se rastejar e alcançar algum brinquedo ou objeto interessante. Para aprender a sentar, a gente o senta e coloca as mãozinhas sobre uma bola, por exemplo, ou uma na frente e outra do lado, e dá só um apoio nas costinhas se necessário, vai tentando equilibrá-lo assim para fortalecer a musculatura das costas. No banho, usa buchinhas e esponjinhas com testuras diferentes, principalmente no tórax, para estimular os sentidos e “ativar” o cérebro e os seus comandos. Quando possível, brinca de balanço, porque o movimento corporal promove as “sinapses”, que são as conexões entre os neurônios, favorecendo o desenvolvimento cognitivo.

Para estimular a fala, conversa muito com ele, em todos os momentos, principalmente descrevendo as partes do seu corpo, as atividades que estamos realizando, o ambiente onde estamos, ou imitando os animais estampados nos brinquedinhos. Também é interessante brincar em frente ao espelho, para que ele o veja e também tenha uma visão ampla do ambiente, e por ali a gente também consegue observá-lo melhor. Por isso mandei instalar um espelho bem grande no quarto dele, ficou super legal, eu ia tirar uma foto e colocar aqui, mas ele acaba de acordar…! Tenho que pegá-lo para a hora do banho, do lanche (fruta e leite), etc…

Vou nessa. Teria inúmeras outras coisas para comentar, mas quem quiser saber mais pode pesquisar o tema “estimulação infantil” em sites, livros e revistas. É um tema muito amplo, nada restrito a crianças especiais, e sim muito iteressante para qualquer criança. E fica para amanhã ou depois a postagem das fotos LINDAS que tiramos nas “férias” em Avaré – Resort Berro D’Água, recomendadíssimo.

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Uma resposta para Mãe em tempo integral

  1. Giulia Ballestero disse:

    Lu, o blog continua lindo e eu sempre leio seus posts! Vou acompanhando a vida do Bruninho e da Elisa por aqui, já que faz tempo que não vejo os dois! Dê um beijão em todos aí por mim! Beijos e boa semana :))

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