Síndrome de Einstein

Com 13 meses, o Bruno chegou à fase de querer andar! Ele faz força prá sair do colo e ir para o chão, e se vamos segurando ele, muda os passos rapidinho, rindo, quer ir longe!

Ah, e agora está tentando falar 3 palavras: bola, água e pé. Ontem ele pegou seu copo de água pela alça, disse “aba”, e levou à boca! Foi fantástico!

Vejam o texto abaixo. Foi escrito pela mãe Miriam Kauk em 1994, mas poderia perfeitamente ser meu, porque me identifiquei com cada palavra. Leiam, reflitam e façam seus comentários.

SÍNDROME DE EINSTEIN

Imagine que você acabou de ter um bebê. Percebe uma certa excitação no quarto. Finalmente o médico vem até você com um grande sorriso e diz: “Tenho algumas notícias importantes para lhe dar. A partir do nosso exame preliminar, acreditamos que o seu bebê tenha a síndrome de Einstein!”.

O médico conta que as crianças com a síndrome de Einstein (SE), habitualmente lêem aos três anos, e lá pelos seis ou sete lêem com um nível de ensino médio. Eles têm muitas habilidades com línguas no pré-escolar, desenvolvendo um vocabulário fenomenal, completam o ensino médio com dez ou onze anos e a universidade por volta dos quinze. Além disso, crianças com SE possuem impressionantes aptidões físicas. Muitos campeões olímpicos têm SE. Tendem a ser excelentes músicos.

Bem, como você trataria uma criança assim? Sem nenhuma dúvida você não a deixaria no berço, durante os seus dois primeiros meses, olhando um móbile.

Ao invés disso, você colocaria seu filho em um quarto repleto de atividades. Falaria com ele, nomearia objetos, aguardando que ele começasse logo a compreender você. Vai envolvê-lo com música clássica. Vai ler para ele o quanto você puder e começará a ensinar-lhe o som das letras do alfabeto muito cedo.

Esta criança irá com você para todas as partes, porque assim você poderá ensinar-lhe mais sobre o mundo. Ele não estará em um cercadinho, você dará a ele muitas oportunidades para aprender a engatinhar, e você vai querer que ele busque aquilo que ele deseja. Provavelmente você contratará uma babá bilíngüe, e vai apreciar inscrevê-lo em aulas de ginástica e na natação.

Adivinhe só! Mesmo que o diagnóstico estivesse errado, quando o seu filho estiver com cinco ou seis anos, as pessoas vão comentar como ele é brilhante. Ele será um excelente leitor, terá um tremendo vocabulário, terá um ótimo ouvido para música e será excepcionalmente coordenado, tudo isto por que você lhe deu um reforço extra de estímulos baseado nas suas expectativas.

Vamos contrapor este com um outro cenário, agora bem real. Depois de ter o seu bebê, você sente um ar pesado no quarto. A enfermeira tenta evitar o confronto. Finalmente, talvez muitas horas depois, o médico conta o que está acontecendo de errado. “O seu bebê tem síndrome de Down. Não deixe que isto arruíne a sua vida”.

Quanto mais você lê sobre a síndrome de Down este prognóstico sombrio emerge: O seu bebê recém-nascido tem um atraso no desenvolvimento. Ele vai engatinhar e andar tarde. Sua capacidade de linguagem será sempre mínima, e ele nunca será capaz de expressar-se bem. Esta criança aprenderá a ler um pouco, mas com certeza não na idade que as crianças normais conseguem, e nunca muito bem. Mesmo adulto, ele sempre fará coisas bobas porque ele nunca aprenderá a pensar corretamente. Com este prognóstico sombrio, como você tratará seu bebê? Para que incomodar-se falando com ele? Ele não vai entender você de qualquer modo. Por que perder seu tempo lendo para ele? Ele nunca vai aprender. Para que tirá-lo do berço? Ninguém espera que ele engatinhe por muitos meses. E adivinhe só? Ele não aprende a andar, ler, falar, ou pensar direito, assim mesmo como todos disseram.

Estou convencida que o pior defeito das crianças com a síndrome de Down seja a baixa expectativa de seus pais.

Este bebê pode ter problemas físicos. Talvez ele não ouça bem. Talvez tenha um tônus muscular fraco ou um defeito no coração que o deixa fraco e causa dificuldades com novas habilidades físicas. Este pequeno bebê precisa de muitas novas informações para equilibrar seus defeitos físicos.

Como bebê, minha filha Mary ficava contente em deitar no chão durante horas chupando seu dedo. Quando menininha, dificilmente pedia atenção. Com outras cinco crianças, eu tinha tanto o que fazer e facilmente esquecia dela. Acontece que Mary precisava de mais estímulos, não menos. Eu precisava fazer um esforço constante para interagir com ela e envolvê-la nas atividades da família. Como resultado de todo este esforço, por volta de seus três anos Mary estava a mil por hora..

Fui acusada pela assistente social de não lidar realisticamente com a condição de Mary, de estar negando. Ora, eu estou negando! Enquanto eu acreditar que ela é capaz de um funcionamento normal, eu estarei desejando dar a ela os estímulos que ela precisa para chegar lá. 

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2 respostas para Síndrome de Einstein

  1. Lu Dias disse:

    Feliz com o desenvolvimento de Bruno, feliz com Mary também!
    Obrigada por compartilhar com a gente!

  2. Ligia disse:

    Todos os pais preocupam-se muito com o desenvolvimento pedagógico, mas e o emocional e social? Criança tem que ser criança, brincar, descobrir, explorar e viver com crianças da mesma idade, compartilhar as mesmas descobertas e aventuras, isso faz bem para a autoestima e para o “crescimento”. Por que tanta pressa, não é mesmo? A infância é a fase mais curta da vida e deve ser muito bem vivida!! Vamos deixar nossos filhos curtirem essa fase sem tantos compromissos e responsabilidades. Acho que o pedagógico não deve ser esquecido. Acredito que na infância as crianças aprendem tudo mais fácil, por isso acho interessante estimulá-los a aprender um instrumento, incentivá-los com “cálculos mentais e estimativas” e tb uma 2ª língua, é possível fazer isso tudo sem stress, com brincadeiras e jogos.

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