De volta!

Ufa, o último mês foi da pesada!

Azedando o nosso Dia dos Namorados, o Bruno teve febre na madrugada do dia 12/06. Foi medicado com antibiótico para garganta, que estava toda cheia de feridinhas. Minha aflição começou aí, porque há apenas 9 dias ele havia terminado o antibiótico para problemas respiratórios… Mas parecia não haver outra alternativa, fazer o quê?

Dois dias depois, encheu o corpo de bolinhas vermelhas…! Fomos novamente à pediatra. A garganta continuava horrível, e parecia que ele havia desenvolvido uma alergia ao antibiótico. Foi substituído por outro.

No dia seguinte, foi a Elisa. Febre, dor no corpo, dor de garganta. Mesmos sintomas, mesmo antibiótico. Mas no dia 15 a febre me pegou. Também veio a dor de garganta, indisposição, muita dor no corpo. Estranhei… Tomei o antitérmico e (infelizmente) um antinflamatório (Nimesulida). No dia seguinte (sábado) eu estava melhor, mas a Elisa começou a ter umas pintinhas vermelhas, principalmente nas mãos e nos pés. Ficamos assustados, e fomos ao Pronto Atendimento, os três. Um pediatra experiente diagnosticou, clinicamente, a DOENÇA MÃO – PÉ – BOCA. Nunca tínhamos ouvido falar nisso, mas pela explicação dele ficou tudo bem claro. É um vírus (não precisavam ter tomado o antibiótico!), faz feridinhas na garganta, boca, mãos e pés, depois vai embora… É bem incômodo, dói MUITO a garganta, a do Bruno ficou todinha cheia de bolhinhas que depois estouraram, horrível, deve ter doído tremendamente…

Voltamos tranqüilos. Mas ainda havia uma complicação por vir: no domingo, eles estavam melhores, eu também, mas comecei a perder a audição do lado direito, uma coisa estranha e aparentemente inexplicável. Pensei que era apenas um reflexo da dor de garganta, fomos ao parque à tarde, fiquei meio irritada à noite, mas dormi. Na segunda-feira pela manhã, era nítido: eu não ouvia do lado direito. Nadinha. Fiquei desesperada, e fui correndo ao Otorrino. Depois ao Infectologista, no dia seguinte a outro otorrino, depois outro, e mais outro… Medicada desde o início, o diagnóstico foi basicamente o mesmo: o vírus MÃO – PÉ – BOCA (chamado Cocxaquie) atingiu o meu Sistema Nervoso Central, e danificou o meu nervo auditivo! Eu nunca havia ouvido falar disso na minha vida, mas agora (graças a Deus) parece que encontrei um médico excelente em São Paulo, continuarei com um tratamento por, pelo menos, 1 ano, e tenho alguma chance de voltar a ouvir normalmente. E, se Deus quiser, ficarei livre do zumbido chato e permanente que ficou no lugar da audição…

Passado o susto, tem que restar o positivismo e MUITA paciência, mas o que fica, de verdade, é o ALÍVIO porque parece que com as crianças está TUDO BEM! Corremos fazer teste auditivo nos dois. A Elisa passou fácil na Audiometria Infantil, mas o Bruno não passou nas Emissões Otoacústicas e nem na Impedânciometria, provavelmente por causa do catarrinho de gripe que ainda está nele. Vamos repetir os exames em breve, mas estamos tranqüilos porque ele está esperto, respondendo bem a todos os comandos, e evidentemente, está ouvindo. Ufa!

Depois de um problema desse, ficam MUITAS LIÇÕES, mas quero compartilhar pelo menos duas delas:

1) É muito importante nós, mães, conseguirmos esperar as preciosas 48 horas depois de iniciada a febre, para que apareçam os verdadeiros sintomas. Se eu tivesse esperado, o exantema do Bruno, na pele, teria aparecido, e teríamos evitado o antibiótico.

2) Não devemos tomar ou dar às crianças medicamentes antinflamatórios, quando houver microorganismo envolvido (vírus ou bactéria). Ele tira a inflamação, que na verdade é a defesa do nosso corpo contra o bichinho que está ali. Este, então, avança, e em mim avançou de forma grave (creio que graças à droga do Nimesulida, que tomei por minha conta, durante 3 dias).

No mais, Deus tem explicação para tudo, estamos aqui para enfrentar e superar os problemas, e etc… etc… etc…

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8 respostas para De volta!

  1. mario disse:

    Coincidentemente tive perda auditiva quando estava sendo medicado com nimesulida. Será que não foi essa droga?

    • Mãe de Dois disse:

      É mesmo? Difícil de saber se foi o vírus ou a droga…

      • mario disse:

        Existe a tal da ototoxidade, que pode ser causada pelos antiinflamatórios ou a combinação deles. A pessoa pode ter perda total auditiva ou outros problemas ainda mais sérios. E nem sempre você está se auto-medicando, mas apenas atendendo uma prescrição médica mal combinada, como no meu caso, onde o médico combinou nimesulida com um anticoagulante (Xarelto) para uma simples flebite na perna. Além do problema de audição, quase tive derrame nas vistas, suponho, pois parei de tomar tais remédios quando passei a notar vários brilhos na visão, um indicativo de que o fluxo sanguíneo nas vistas estava mechendo com a visão…
        Você conseguiu recuperar sua audição? Usou ginko?

      • Mãe de Dois disse:

        Não recuperei, uso aparelho auditivo. Mas nem sempre uso, porque o outro ouvido ficou ileso. Usei corticoide e outras medicações. O que é ginko?

      • mario disse:

        Ah, sim, refiro-me ao ginkgo biloba, um remédio que o médico otorrinolaringologista me deu para tentar eliminar o zumbido que restou da minha perda auditiva. É fitoterapico. Sei que é um santo remédio para quem tem labirintite, segundo relatos que já ouvi. Pelo que li ele pode trabalhar a nível celular para uma melhor oxigenação. Ainda não o experimentei. Hoje tomarei um.

      • Mãe de Dois disse:

        Eu também fiquei com zumbido. O aparelho ajuda a disfarçar.

      • mario disse:

        Era inesperad, mas o zumbido, no entanto, não será capaz de me abalar e me retirar a paz de espírito. Quando eu não presto atenção a ele, nem existe. Li um livro que dizia que os problemas, as doenças, são um chamado para o amor. Creio que tal assertiva tem fundamento.

      • mario disse:

        Parabéns pelo seu blog. Obrigado por ter me esclarecido algumas dúvidas. Certamente seu veículo de comunicação presta, nesse ponto, um serviço público.
        Quanto ao tema “discriminação” que aparentemente esse blog combate, gostaria de dizer também que a discriminação é uma das facetas daquilo que há de mais pernicioso na sociedade e na mente humana, pois vem de um espirito divisor, delimitador, belicista, limitado e limitante, o mesmo que forma gangues, etnias, enfim separação (como resta óbvio).
        Obrigado e mantenha-se na paz e no amor de Deus também.

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