Afinal, de quem é o Mundo?

Chega de falarmos de Educação Inclusiva, né? Afinal, de quem é a Escola? Se os alunos estão todos matriculados ali, fazem parte da mesma turma, eles têm direitos iguais. Então, porque alguns teriam que ser “incluídos”? A escola não é TÃO deles quanto dos demais? Numa turma de 25 alunos, são 25 seres humanos diferentes. Com ou sem algum tipo de diagnóstico, teremos ali 25 diferentes níveis de aprendizagem, variando exponencialmente a cada diferente disciplina!

Pois bem, simplesmente por isso eu já teria adorado a Aula Inaugural do curso “Reflexões Sobre Educação para Todos”, do pedagogo Daniel Nascimento (UNICAMP). Ele me alertou para essa mudança de conceito: “Educação de Qualidade para Todos” no lugar de “Educação Inclusiva”. O curso é a mais recente brilhante iniciativa do Espaço PIPA, que convida à reflexão os professores das redes pública e particular de ensino de Piracicaba (eu não sou nem um nem outro, mas não poderia perder essa chance de aprender mais, e ajudar o Bruno a atingir seus objetivos).

Patinete1

O que pode ser feito nas escolas, para que se dediquem a ensinar a todos, sem distinção ou discriminação? Como trabalhar, no dia-a-dia, com objetivos que permitam o aprendizado de TODOS? O papel da escola é apresentar os recursos, oferecer os estímulos, encontrar estratégias capazes de extrair o máximo do potencial de cada aluno. Educação é isso.

A princípio, parece absurdo, por exemplo, que nas faculdades de Pedagogia a disciplina Educação Especial saiu do currículo! Mas ampliando o olhar, fica fácil perceber que não se trata de uma disciplina! Se a Educação é para Todos, o que vem a ser Educação Especial?! O que cabe à escola, sim, e está previsto em lei, é o apoio do AEE – Atendimento Educacional Especializado, aos alunos com dificuldades de aprendizagem. E neste atendimento é necessária a atuação de professores especializados, mas isso é no contraturno, é complementar, não substitui em nada as atividades de sala de aula, onde cada um aprende de um jeito, e por isso não pode existir um jeito único de ensinar.

Adorei, e levo para a vida, a frase da mestra Maria Teresa Mantoan, trazida pelo professor Daniel na aula: “dentre todos os alunos, temos aquele que é o dedal, o outro que é o copo, e aquele que é a caixa d’agua; a escola tem que cuidar que todos estejam cheios”. Não é fantástico? Na sua empresa, na sua família, na sua cidade, no mundo, também não é assim? Pessoas diferentes, com expectativas diferentes, experiências distintas, com mais ou menos sede! O papel desafiador do gestor, do educador, das lideranças, é manter todos eles cheios, para que, saciados, produzam e participem desse mundo, que, afinal de contas, é de Todos!

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3 respostas para Afinal, de quem é o Mundo?

  1. Dinda disse:

    Maravilhoso, parabéns comadre! Arrasou como sempre! Beijos

  2. Lu Dias disse:

    Linda reflexão, como sempre!
    Bjo a todos!

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