Prazer, Poder ou Propósito?

Para Freud, o ser humano vive em busca de Prazer. Alfred Adler, por sua vez, considerou que é a vontade de Poder que nos move. Mas Viktor Frankl defendeu que, na verdade, o que todo ser humano busca em tudo o que faz é Propósito.

Observar verdadeiramente uma criança é quase uma aula de Psicanálise.

Logo ao nascer, busca saciar sua fome, quer aconchego. Suga o peito por necessidade, mas logo se satisfaz apenas com uma chupeta, pelo simples PRAZER de sugar.

Levemente crescidinha, a criança já sente que pode mandar. A mobilização que seu choro agudo provoca na casa já revela, nitidamente, o tamanho do PODER da criança.

E logo que aprende a falar, uma das primeiras perguntas, e que nunca deveria cessar, qual é??? “Por quê?” Não é assim??? Porque pra tudo? Ou seja, logo nos primeiros anos de vida, o ser humano quer ver sentido nas coisas. Seja no que faz, seja nas ordens que recebe, ou na curiosidade pelo que se apresenta. (“Eu quero saber, porque o gato mia….” você ouve repetidamente na telinha do Show da Luna). É nada mais que a busca por PROPÓSITO, descrita por Frankl.

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Então por que será que a gente insiste em querer que as crianças aprendam coisas que, para elas, não fazem sentido?! E ainda nos damos o direito de pensar que se, aparentemente não aprendeu, é porque tem menos capacidade?!

TODAS as pessoas nascem prontas para a curiosidade, para a observação, para o aprendizado. Basta descobrir, sem manual de instruções, onde fica sua tecla PLAY. Em cada pessoa ela fica num lugar diferente, e pode ser acionada de uma maneira específica. POR ISSO QUE CADA CRIANÇA APRENDE DE UM JEITO. Então porque insistimos em ensiná-las todas da mesma forma?!

Não se trata de uma receita, mas seja para a tarefa rasa de calçar os tênis, ou para participar da mais complexa atividade em grupo, o único jeito de “laçar” o Bruno é por meio de um (ou mais) desses três acionadores mentais:

– Prazer (mostre como isso pode ser simplesmente gostoso, e mais nada)

– Poder (use o reforço positivo, que o faz acreditar que é capaz, e deixe que ele pense que é ele que está decidindo o que ou como fazer)

– Propósito (dê algumas dicas de algo maravilhoso que vem em seguida, graças à realização dessa tarefa TÃO importante).

Suspeito que isso também vale para você, seu vizinho, sua mãe ou seu chefe. Observe. As situações podem mudar, mas no fundo todos só querem saber:

– O que vou ganhar com isso? Vai me fazer bem? (PRAZER)

– Como isso vai me fazer protagonista? Satisfazer meu ego? Me tornar importante? (PODER)

– A onde ou o que isso vai me levar? Qual será o resultado? É importante para o mundo, ou para minha família? (PROPÓSITO)

É como eu sempre digo: é tudo uma questão de saber COMUNICAR. Não existe aluno ruim. Existe desencontro de comunicação. E muuuuiiiiitas vezes essa regrinha vale também para a vida adulta, seja profissional, conjugal, social. Usar a empatia e deixar o preconceito de lado pode ser a chave para novas e grandes soluções. Ninguém é igual a ninguém, aceite as pessoas como elas são e saiba relacionar-se com cada uma delas (EMPATIA). Lembre-se também que não é porque você não está vendo, nunca experimentou ou não conhece, que não presta, não funciona, é ruim. Isso é PRECONCEITO. Permita-se ler, ouvir ou perguntar, antes de julgar.

Por hoje é só. Se quiser continuar a discussão, deixe seu comentário, será muito bem-vindo!

 

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